quarta-feira, 13 de abril de 2016

Saladas à base de plantas medicinais podem ser uma excelente opção para as refeições

Saladas  e pratos preparados à base de plantas consideradas medicinais podem fazer parte da rotina de nossa alimentação, tornando-se opções muito nutritiva.

Capuchinha


Plantas como orelha-de-lebre, capuchinha e ora-pro-nobis são bons exemplos. 
capuchinha(Tropaeolum majus), também é conhecida popularmente como chagas, flor-do-sangue e agrião-do-méxico. O nome "flor-do-sangue", aliás, provavelmente surgiu da fama que a planta adquiriu como anti-anêmica. Sabe-se, também, que a capuchinha é muito usada no tratamento contra o escorbuto (carência de vitamina C). 

Orelha-de-lebre

ORELHA-DE-LEBRE FRITA
Ingredientes
- 10 folhas da orelha-de-lebre
- 5 colheres (sopa) de fubá
- 1 ovo
- 4 colheres de leite
- 1 xícara de óleo
- Sal a gosto
- Pimenta-do-reino a gosto
Modo de preparo
- Lave as folhas e seque com um pano ou papel toalha.
- Em uma tigela, despeje o ovo, o leite, o sal e a pimenta. Misture bem.
- Passe as folhas de um lado e do outro na mistura. Após isso, empane no fubá.
- Coloque o óleo para esquentar em uma panela. Quando o óleo estiver bem quente, frite as folhas.
- Retire-as da panela e as coloque para secar em um recipiente forrado com papel toalha. (Fonte: G1)
Ora-pro-nobis

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TORTA DE FRANGO COM ORA-PRO-NOBIS
Ingredientes da massa
- 3 ovos
- 1 copo de leite (250 ml)
- 1 copo de óleo (250 ml)
- 1 copo de farinha de trigo
- 1 colher (sopa) fermento em pó
- 1 pitada de sal
Ingredientes do recheio
- 1 peito de frango
- 1 cebola
- 2 tomates
- 200 g de queijo muçarela
- 500 g de ora-pro-nóbis
- 1 colher (sopa) de coentro
Modo de preparo da massa
- Bata os ovos, o leite e o óleo no liquidificador.
- Acrescente a farinha de trigo, o fermento em pó e o sal. Bata novamente.
Modo de preparo do recheio
- Cozinhe o peito de frango com sal e desfie.
- Rale o queijo muçarela.
- Pique o ora-pro-nóbis, o tomate, a cebola e o coentro.
- Unte a assadeira com manteiga.
- Após isso, coloque uma camada de massa, o recheio e o restante da massa por cima.
- Leve ao forno pré-aquecido a 180° C por aproximadamente 40 minutos. (Fonte: G1)

Elas são lindas... mas podem matar seu bichinho

Reportagem da Revista Veja mostra que algumas plantas ornamentais - muitas delas crescendo em nossas casas - podem ser bastante tóxicas para cães e gatos. No entanto, Silvana Lima Górniakprofessora da USP, explica que as plantas podem decorar casas e apartamentos desde que permaneçam em locais de difícil acesso aos animais, evitando que eles comam ou entrem em contato com elementos tóxicos.


O uso das plantas ornamentais é bastante comum para complementar decoração de casas e apartamentos - mas elas podem fazer mal a cães e gatos, podendo levar até à morte. Pensando nisso, quatro grupos de alunos da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Universidade de São Paulo, liderados pela professora Silvana Lima Górniak, realizaram uma lista com as espécies que podem causar intoxicação dos pets e quais são os sintomas que devem ser observados.
De acordo com Górniak, é comum que os animais de estimação comam plantas e grama. "De maneira geral, os animais não são herbívoros, mas esse é um comportamento corriqueiro para gatos e, principalmente, cães. Quando são muito jovens, podem comer plantas por causa do crescimento dos dentes, mas quando crescem podem acabar ingerindo folhas e flores por busca de novas aventuras ou, até mesmo, para chamar atenção dos donos", explica Silvana.

Em razão desse comportamento, a professora acredita que o conhecimento da toxicidade das plantas ornamentais pode evitar que cães e gatos sejam injuriados por elas. "Não significa que as pessoas não possam ter essas plantas em casa. O ideal é saber quais delas possuem substâncias tóxicas e deixar longe do alcance dos animais. Mas, em caso de intoxicação, mesmo que o dono não saiba o que fez mal ao pet, é importante leva-lo ao médico veterinário e informar o tipo de plantas que possui em casa. Dessa forma, o profissional pode identificar melhor qual pode ser a causa da intoxicação", disse Górniak.


Confira abaixo as 15 plantas ornamentais que são tóxicas aos animais de estimação:



Comigo-ninguém-pode


Tanto pela beleza de suas folhagens como pela crença popular de que a planta traz proteção ao lar, a Diffenbachia sp é facilmente encontrada nos lares brasileiros e é campeã como causadora de intoxicação em animais. Seus mecanismos de toxicidade são múltiplos e as substâncias encontradas na planta, como o oxalato de cálcio, irritam as mucosas de animais e humanos. A intoxicação pode ocorrer por ingestão de qualquer parte da planta ou por contato com a pele. Os sintomas variam desde edema e irritação da mucosa, até asfixia e morte, sempre causando dor intensa. “Essa planta foi a campeã de ingestão por cães e gatos. É conhecida pela beleza de suas folhas e facilidade de cultivo, mas quando em contato com os animais, pode levar à morte facilmente por asfixia. Para se ter noção, meia folha é o bastante para matar um humano”, disse a professora da USP Silvana Górniak.



Copo-de-Leite

O Zantedeschia aethiopica possui o mesmo mecanismo de toxicidade que a Comigo-ninguém-pode, com o mesmo princípio ativo – o oxalato de cálcio. A ingestão dessa planta por animais de estimação pode causar irritação das mucosas, dor severa e edema de glote.


Antúrio

Todas as partes da planta Anthurium spp possuem oxalato de cálcio, um princípio ativo que oferece riscos à saúde dos animais. Os principais sintomas são queimação de mucosas, inchaço da boca, lábios e garganta, edema de glote, asfixia, náuseas, salivação, vômitos e diarreia.



Avenca

A planta Adiantum capillus-veneris, que não é nativa do Brasil, é bastante cultivada como planta medicinal e pela crença popular de espantar o mau-olhado. A ingestão dos brotos da Avenca, no entanto, pode causar câncer nos animais.



Azaleia

A Azalea sp é considerada um símbolo da cidade de São Paulo, sendo encontrada facilmente nos lares como planta ornamental. Seu princípio ativo é a andromedotixina, uma substância que, quando ingerida, pode causar distúrbios digestivos durante até 6 horas após o consumo, além de provocar disfunções cardíacas.


Bico-de-papagaio

A Euphorbia-pulcherrima possui uma seiva leitosa tóxica, chamada látex irritante, que em contato com a pele dos animais, pode causar lesões cutâneas e conjuntivite. A ingestão dessa planta pode causar náuseas, vômitos e gastroenterite em gatos e cachorros.


Coroa-de-Cristo

O conhecido arbusto espinhoso, Euphorbia milii, encontrado em jardins e calçadas, possui como substância tóxica o látex irritante, substância que ao entrar em contato com o animal de estimação – seja pela pele, ou ingestão – pode causar reações inflamatórias como inchaço, dor e vermelhidão.







Espada-de-são-jorge


A Sansevieria trifasciata é uma planta ornamental muito utilizada nos lares brasileiros pela crença popular de que traz prosperidade. No entanto, a Espada-de-são-jorge possui substâncias de alta toxicidade. Entre os males que pode causar aos animais de estimação está a dificuldade de movimentação e de respiração devido à irritação da mucosa e salivação intensa.



Espirradeira

A Nerium oleander, mesmo que bastante utilizada como ornamento em jardins, contém substâncias tóxicas em todas as partes da planta. Esses princípios ativos podem causar arritmias, vômitos, diarreia, ataxia, dispneia, paralisia, coma e morte em humanos e animais domésticos. Os sintomas de intoxicação pela Espirradeira podem ser observados de 1 a 24 horas após a ingestão.


Fumo-bravo

A planta Solanum mauritianum, com altos níveis de toxicidade, tem como principal composto a Solasodina – presente em toda planta, mas mais concentrada nos frutos. A ingestão do Fumo bravo pode causar diarreia, inflamação do duodeno (parte inicial do intestino delgado), elevação das enzimas hepáticas, gastrite, náuseas, sintomas neurológicos e vômitos em cães e gatos que a ingerirem.

 

Lírio-da-Paz e Lírio 

Muito encontradas nas casas brasileiras como plantas ornamentais, todas as partes do Lilium sp e do Spathiphyllum wallisii são tóxicas. A ingestão das plantas pode causar irritação oral e de mucosas, irritação ocular, dificuldade de engolir e até problemas respiratórios em casos mais graves. Ainda podem aparecer como sintomas da intoxicação pelo Lírio/Lírio da paz alterações nas funções renal e neurológica.


Maconha

O principio ativo na maconha ou Cannabis sativa é o tetrahydrocannabinol (THC), que deve agir no sistema nervoso central. Os sintomas são depressão, desorientação, perda da coordenação muscular e coma. Normalmente se desenvolvem entre 1 e 3 horas após a ingestão. De acordo com Silvana Górniak, professora da USP, a inalação da fumaça da queima da maconha pode ainda dilatar a pupila dos cães e gatos, causando fotofobia. “Muitas vezes os proprietários de animais domésticos gostam de oferecer a eles tudo que é comum ao humano. Nos Estados Unidos tiveram muitos casos de intoxicação de cães e gatos pela inalação da maconha, que, dependendo do tempo de exposição, pode até matar os animais”, disse a médica veterinária.


Violeta

O caule e as sementes da Viola odorata são altamente tóxicos. A ingestão dessa comum planta de ornamentação pode causar, na ingestão de altas doses, severas gastrites, depressão circulatória e respiratória, além de vômitos e diarreias. Os princípios ativos tóxicos são violinha, acido tânico e salicílico.


Mamona

O princípio ativo tóxico do Ricinus communis é a ricina, que está presente nas sementes da planta. Os sintomas da ingestão da mamona acontecem no sistema nervoso e podem ser observados aproximadamente após 24 horas da ingestão. O animal pode apresentar vômitos, diarreia, produção excessiva de saliva, sensibilidade abdominal, cólicas, sangue nas fezes, hipertermia e desidratação. A intoxicação em animais ocorre frequentemente por ingestão de óleo de rícino, torta de mamona, ou resíduos da planta usados como adubo.


Tomate verde

A substância tóxica do Solanum lycopersicum é chamada tomatina e é encontrada em altas concentrações nas folhas e frutos verdes – mas se transforma em substância inerte nos frutos maduros. A ingestão do tomate verde pode causar arritmias cardíacas, dificuldade de respirar, salivação abundante, diarreia e vômitos.









domingo, 2 de agosto de 2015

É cravo..... da Índia!

Por: Rose Aielo Blanco*



Eugenia caryophyllata Thunb, Syzygium aromaticum

O nome científico antigo do cravo-da-índia, Eugenia caryophyllata Thunb., deriva da palavra grega "karyophyllon" que significa "folha-noz". Da China é que veio a primeira indicação do uso do cravo-da-índia como condimento, remédio e elemento básico para elaboração de perfumes especiais e incensos aromáticos. Na China, era então conhecida por "ting hiang" e na dinastia Han (206 a.C. - 220 d.C.) seus frutos foram levados para a corte do imperador por enviados da Ilha de Java. Conta-se que os próprios javaneses mantinham um pequeno fruto na boca para melhorar o hálito, antes de ir falar pessoalmente com o imperador.

Hoje, a ciência já é capaz de explicar esse uso: é que o eugenol, óleo essencial presente nesta especiaria apresenta efeitos antiinflamatório, cicatrizante, analgésico e é eficaz na eliminação de bactérias presentes na boca.

A primeira pessoa a fazer uma descrição completa do cravo-da-índia foi um botânico alemão chamado Everard Rumph que dizia: "é a mais bela, a mais elegante e a mais preciosa de todas as árvores". Na culinária da Idade Média, o cravo-da-índia era usado como aromatizante para conservas e como adorno para pratos selecionados. Na época do reinado de Ricardo II, era ingrediente do Hippocras, um vinho quente tomado costumeiramente pelos nobres.

No século 16, quando chegaram às Ilhas Moluccas, os portugueses imediatamente dominaram as plantações, destruindo aquelas que não podiam vigiar de perto. Esse monopólio fez com que o preço do cravo-da-índia no mercado ficasse muito alto. Os holandeses que sucederam aos portugueses agiram da mesma forma e ganharam o monopólio ao destruir todos os craveiros-da-índia, exceto aqueles que cresciam em uma ilha de sua propriedade: Ambon. Finalmente, a França rompeu o monopólio e, no começo do século XIX, a planta já era cultivada em grandes plantações em muitas regiões tropicais. No Brasil, o cravo-da-índia é cultivado em regiões quentes.

Ficha da planta

Família: Mirtáceas
Origem: Ilhas Moluccas
Outros nomes populares: craveiro-da-índia, cravina-de-túnis, cravo-de-cabecinha, cravoária e rosa-da-índia.
Outros Idiomas: caryophylli (latim), clove (inglês), clavo (espanhol), clou de girofle (francês), garòfano d'India (italiano).

Características: o cravo-da-índia é uma planta de porte arbóreo, de ciclo perene e que atinge cerca de 12 metros de altura. A copa é bem verde, de formato piramidal. As folhas são semelhantes às do louro, ovais, opostas e de coloração verde brilhante, com numerosas glândulas de óleo visíveis contra a luz. As flores são pequenas, branco-amareladas, agrupadas em cachos terminais. O fruto é do tipo baga e de formato alongado, suculentos, vermelhos e comestíveis. Aroma forte e penetrante. Os cravos-da-índia que usamos na culinária são, na realidade, os botões florais (ainda não abertos) desta uma árvore.

Composição química: eugenol, acetato de eugenol, beta-cariofileno, ácido oleânico, triterpeno, benzaldeído, ceras vegetais, cetona, chavicol, resinas, taninos, ácido gálico, esteróis, esteróis glicosídicos, kaempferol e quercetina.

Partes usadas: Óleo essencial e botões florais secos.

Cuidados: Não se deve exagerar no consumo do cravo. Ele pode irritar a mucosa da boca. Além disso, quem tem o estômago mais sensível também deve usá-lo com moderação.

Cultivo

Clima indicado: tropical 
Exposição solar: Plena 
Propagação: por sementes 
Espaçamento: 8 metros entre plantas 
Solo indicado: rico em matéria orgânica e nutrientes, úmido e bem drenado. Pode ser plantado em consórcio com a pimenta-do-reino e leguminosas que ajudam a fixar nitrogênio no solo. 
Adubação e correção: esterco bem curtido, húmus ou matéria orgânica incorporados a 60 centímetros de profundidade. 
Regas: Moderadas
Colheita dos botões florais secos: quando as flores ainda estão fechadas, em botão, após o quinto ano de vida da planta. 
Secagem dos botões florais secos: ao sol por, aproximadamente, quatro dias, até adquirirem coloração escura. 
Armazenamento dos botões florais secos: em sacos de papel ou recipientes de vidro bem fechados.

Usos:

Na culinária: O cravo-da-índia é um condimento versátil que pode ser usado tanto em pratos doces como em pratos salgados. É normalmente empregado no preparo de caldos, ensopados, doces, pudins, bolos, tortas de maçã, pães, vinhos e ponches quentes e licores. O eugenol, presente no óleo essencial, tem ação bactericida, o que o torna útil para preservar e prolongar a validade de compotas e conservas. Em alguns países, costuma-se introduzí-lo juntamente com dentes de alho dentro de pernis e presuntos. Na Europa, é muito usado para condimentar carnes e salames. Já no Brasil, o cravo-da-índia é usado mesmo para pratos doces, hábito adquirido da nossa colonização portuguesa.

Na saúde e cosmética: Usado em loções e vaporizações para limpeza da pele do rosto, em produtos de higiene bucal para fazer assepsia e promover um hálito agradável, em banhos de imersão aromáticos e águas perfumadas. É também eficaz no combate à acne. O óleo pode ser usado para massagear músculos doloridos, para suavizar estrias e é eficaz no tratamento de unhas quebradiças, rachadas ou fracas e de calosidades. Usado na elaboração de pomadas para remoção de verrugas. Ainda na forma de pomadas e cremes, alivia a coceira e o inchaço das picadas de inseto.É também utilizado em xampus e loções capilares que limpam e auxiliam o crescimento dos fios.

Contra-indicações: pode provocar contrações na musculatura do útero sendo, portanto, contra-indicado para gestantes.

Efeitos colaterais: o uso externo pode causar eventuais reações alérgicas em pessoas sensíveis. O óleo essencial pode causar irritação na pele.

Curiosidades:
Dizem que a principal razão do cravo ser usado em doces surgiu de sua ação repelente que ajudava a impedir o ataque de formigas. Em tempos antigos praticamente não existiam recipientes que protegessem contra a infestação por formigas, assim, o cravo era usado para repelir esses insetos. Essa prática ainda é utilizada atualmente, muitas pessoas mantem o hábito de colocar cravos nos açucareiros para repelir formigas.

O conteúdo total de óleo em cravos (de boa qualidade) chega a 15%. O óleo é constituído, basicamente, por eugenol (70 a 80%), acetato de eugenol (15%) e beta-cariofileno (5 a 12%).

*Rose Aielo Blanco é jornalista e editora do www.jardimdeflores.com.br

Kits para jardinagem, bulbos e sementes de flores estão à venda na www.lojadojardim.com

No jardim de Monet...

Por: Rose Aielo Blanco*


Oscar Claude Monet (1840-1926) vivia em Giverny, propriedade adquirida na Normandia. Foi lá que ele cultivou um enorme jardim, construiu estufas e uma ponte japonesa sobre um lago. O jardim, além de receber os cuidados pessoais de Monet, chegou a ser tratado por 14 jardineiros! 

O amor do pintor pelas plantas pode ser sentido por meio de suas obras: as flores, a ponte japonesa, o lago com ninféias, o roseiral, entre outros exemplos, estão presentes em seus quadros. A ninféias, inclusive, formam um capítulo à parte. Monet cultivava diversas espécies desta planta aquática e passava horas estudando-as. Este “carinho especial” pode ser comprovado em várias de suas telas inspiradas nas ninféias e no jogo de imagens que resultavam do efeito criado entre as plantas e a imagem das nuvens refletidas no lago: nuvens e ninféias aparecem compartilhando o mesmo espaço.
Em Giverny, além da casa cor-de-rosa, onde Monet morou até à sua morte, havia o jardim, que ele transformou num “mar de flores” inspirador de inúmeras pinturas, em todas as épocas do ano. A paixão de Monet pela jardinagem, iniciada desde os tempos em que viveu em Argenteuil, encontrou ali, em Giverny, um campo vasto para se desenvolver. Este amor pela jardinagem e por flores raras, além de ser o tema preferido em suas conversas, era compartilhado com amigos, como o escritor Octave Mirbeau que, em certa ocasião, lhe escreveu estas frases numa carta: “Como diz, vamos apenas falar sobre o tratamento das flores, visto que a arte e a literatura são bastante maçantes. Apenas a terra tem importância e amo-a como se ama uma mulher”.
Apesar de já estar perto dos 60 anos, durante os meses de verão Monet levantava-se muito antes do sol nascer, para registrar em seus quadros aquele momento da aurora em que o céu mudava de cor e a névoa ainda pairava sobre o rio. O sentimento em relação à natureza e à harmonia universal também ficou registrado em palavras, como na afirmação que o artista teria feito à Lila Cabot: “Se sair para pintar, não se esqueça que cada uma das folhas duma árvore tem a importância dos traços do seu modelo”.

A Ponte Japonesa, 1899 (Le Bassin aux Nymphéas - óleo sobre tela)

Em 1897, existiam pelo menos 14 aspectos do “jardim aquático de Giverny”, no atelier de Monet. O motivo do jardim das ninféias e o seu espaço envolvente passaram a ocupar a maior parte do tempo do artista, a partir desta época até o final de sua vida. Nos seus últimos anos, Monet dedicou-se muito ao projeto de aplicar suas idéias decorativas tanto na casa como no jardim. Nesta tarefa, foi auxiliado por seu jardineiro-chefe e mais cinco ajudantes.

Quando instalou o jardim aquático, entre 1893 e 1901, foi necessário aquecer o pequeno lago para a colocação das ninféias que Monet mandou trazer do Japão pois, sendo flores sensíveis, necessitavam de temperaturas menos frias do que as oferecidas pela água do lago. Sobre a parte mais estreita deste lago é que foi construída uma ponte, em estilo japonês, retratada em inúmeras obras do pintor. A combinação entre o estilo da ponte e a colocação das plantas japonesas permitiu que o jardim de Monet passasse a ser chamado “ jardim japonês”, embora faltassem elementos importantes de um jardim japonês tradicional, como por exemplo, as pedras.
A ponte japonesa serviu de inspiração para que o artista criasse uma série de obras. Desta série, fazia parte “A Ponte Japonesa”, na qual, em primeiro plano, aparece o lago das ninféias e, sobre ele, a ponte que abre a vista para as margens, cuja vegetação rica e densa se reflete na superfície da água. O céu, ao que tudo indica, não aparece na tela propositalmente, para que o olhar concentre-se na flora e na superfície da água. Esta série de quadros inspirados na ponte pode ser considerada como precursora dos quadros que retratam as ninféias, pintados mais tarde, nos quais é possível ver apenas a superfície da água coberta de ninféias, vista muito de perto.


Ninféias, 1914 (Les Nymphéas - óleo sobre tela)

A ponte japonesa foi equipada com uma cobertura de madeira na qual, mais tarde, foram plantadas glicínias, e serviu de modelo para as representações extremamente expressivas e abstratas da ponte entre os anos de 1923 e 1925.
O jardim era, de fato, uma obra-prima de Monet - concebido cuidadosamente de acordo com as idéias do artista. Ali, até as formas e as cores das plantas eram selecionadas sob os seus cuidados. Sabe-se, por exemplo, que um dos jardineiros tinha a incumbência de tratar permanentemente de manter a composição das ninféias na superfície do lago, da forma desejada por Monet. Esta área - arranjada de maneira artística e, de certa forma, separada do resto do jardim - com as ninféias, a ponte, a região à margem do lago com salgueiros, íris, agapantos e o arco das rosas tornou-se fonte dominante de inspiração para o artista.
Tudo isso ficou registrado não só nas telas. No ano de 1908, ao se referir sobre as paisagens com as ninféias que lhe inspiraram muitas obras, Monet escreveu estas palavras: “Estas paisagens refletidas tornaram-se para mim numa obrigação que ultrapassa as minhas forças, que são de um velhote. Mas, mesmo assim, quero chegar ao ponto de reproduzir aquilo que sinto... e espero que estes esforços sejam coroados de êxito”.

*Rose Aielo Blanco é jornalista e editora do www.jardimdeflores.com.br

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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Iboga: Estudos revelam que substância extraída desta planta funciona contra a dependência de drogas e o alcoolismo




Iboga (Tabernanthe iboga)

Em estudos preliminares com ratos, a substância alucinógena conhecida como Ibogaína (extraída de arbusto encontrado no oeste africano) confirmou suas propriedades anti-dependência do álcool. O mecanismo pelo qual a substância age no corpo foi identificado, abrindo novos caminhos para o desenvolvimento de drogas para combater o mal.

Durante a pesquisa, ratos e camundongos foram induzidos ao consumo de álcool em doses diárias até habituarem-se à bebida. Os testes com Ibogaína demonstraram uma queda efetiva no consumo da substância pelos roedores, diretamente relacionado ao aumento da produção de uma proteína pelo cérebro, o GDNF. A relação entre o GDNF e o controle da dependência permitirá o desenvolvimento de medicamentos para tratar o alcoolismo, sem os efeitos colaterais da Ibogaína.

Mesmo com suas propriedades terapêuticas reconhecidas, a Ibogaína não deve ser estudada como base para o desenvolvimento de remédios - sua alta toxicidade e características alucinógenas são os principais motivos para que o mecanismo pelo qual ela funciona seja utilizado pela indústria farmacêutica sobre diferentes formas.

Sobre esta planta, vale a pena ler um trecho do artigo de Beatriz Caiuby Labate (Antropóloga - Unicamp, Brasil):

As plantas psicoativas têm sido utilizadas há 50 mil anos pela humanidade, em diferentes culturas e épocas, sendo objeto de culto e reverência ou de demonização. A paixão que despertam revela-se, em primeiro lugar, pela própria maneira de nomeá-las. Alguns pesquisadores têm criticado o termo científico alucinógeno, por sugerir uma percepção falsa e ilusória da realidade. Uma opção adotada tem sido enteógeno, originário do grego antigo, com o significado de "Deus dentro" ou "o que leva o divino para dentro de si". Outra, mais ligada à contracultura, é psicodélico"aquilo que revela o espírito ou alma". Alguns preferem utilizar termos nativos, como é o caso de plantas professoras, expressão característica do vegetalismo peruano, ou adotar denominações que sublinhem as dimensões neurofarmacológicas comuns às várias substâncias, como a proposta por Michael Winkelman,plantas psicointegradoras, aquelas que "integram os hemisférios direito e esquerdo do cérebro".

As diversas populações que fazem uso dessas substâncias consideram, em geral, que elas são habitadas por um espírito, uma "mãe", um "dono" - com o qual podemos nos comunicar e aprender. Elas seriam, portanto, um espírito-planta. Um traço comum aos variados contextos é a crença de que, por meio dessas substâncias, é possível estabelecer contato com o mundo espiritual, com os seres divinos, e transcender as fronteiras da morte.

Historicamente, o uso de tais psicoativos tem sido associado ao reforço da identidade étnica, à promoção da coesão social, à transmissão de valores culturais, à produção artística, à morte simbólica do ego, ao autoconhecimento, à resolução de conflitos sociais, à guerra, à feitiçaria, à caça, ao poder político e cósmico, à metamorfose em animais e à divinação, entre outros. Uma das dimensões centrais das plantas de poder é a sua conexão estreita com os sistemas de cura, seja através da figura do xamã, seja através das religiões institucionalizadas. A cura propiciaria uma conexão holística entre processos mentais, emocionais e espirituais - mesmo porque, em alguns dos contextos onde estas substâncias são consumidas, tais esferas são consideradas inseparáveis.

A ciência norte-americana dos anos 50 e 60 desenvolveu diversas pesquisas e experimentações sobre as virtudes médicas e terapêuticas dos psicoativos, sobretudo antes da proibição legal do LSD nos EUA, em 1966. Entretanto, o tema permanece ainda pouco estudado, além de fortemente estigmatizado. Os assim chamados estados alterados de consciência não são provocados apenas por substâncias químicas. Eles também podem ser produzidos por estímulos auditivos, jejuns nutricionais, isolamento social e deprivação sensorial, meditação, estados de sono, abstinência sexual, comportamento motor intensivo, opiáceos endógenos e estados mentais resultantes de alterações na neurofisiologia ou química corporal.

Tabernanthe iboga: a planta contra drogas e álcool


Trata-se de um arbusto com uma raiz subterrânea que chega a atingir 1,50m de altura, pertencente ao gênero Tabernanthe, composto por várias espécies. A que mais tem interessado a medicina ocidental é a Tabernanthe iboga, encontrada nos Camarões, Gabão, República Central Africana, Congo, República Democrática do Congo, Angola e Guiné Equatorial. Seu principal alcalóide é a ibogaína, extraída da casca da raiz. Algumas espécies animais, entre as quais os mandris e os javalis, alimentam-se das raízes da iboga para conseguir efeitos entorpecentes. Imagina-se que os pigmeus descobriram a eboka (iboga) observando o comportamento desses animais. Até hoje, estas populações utilizam a iboga em seus ritos.

Em 1901, a ibogaína foi isolada pela primeira vez. Há notícia de que ela teria sido usada no Ocidente desde o início do século XX, no tratamento de gripe, neurastenia, doenças infecciosas e relacionadas ao sono. Em 1962, Howard Lotsof, um jovem dependente de heroína, acabou descobrindo, por acaso, a iboga na África. Após uma viagem astral de 36 horas, relatou que perdeu o desejo de consumir heroína por completo. Em 1983, Lostsof relatou as propriedades antiaditivas da ibogaína e em 1985 obteve quatro patentes nos EUA para o tratamento de dependências de ópio, cocaína, anfetamina, etanol e nicotina. Fundou o International Coalition for Addicts Self Help e desenvolveu o método Endabuse, uma farmacoterapia experimental que faz uso da ibogaíne HCl, a forma solúvel da ibogaína. Através da administração de uma única dose, cujo efeito dura dois dias, haveria uma atenuação severa dos sintomas de abstinência e uma perda do desejo de consumir drogas por um período mais ou menos longo de tempo.


Atualmente, a iboga é utilizada por curandeiros tradicionais dos países da bacia do Congo e na religião do Buiti na Guiné Equatorial, Camarões e, sobretudo, no Gabão, onde membros importantes das hierarquias políticas do país são adeptos do culto. Aproveita-se principalmente a casca da raiz, mas também se atribuem propriedades medicinais às folhas, à casca do tronco e à raiz. No Gabão, a raiz e a casca da raiz são encontradas facilmente nas farmácias tradicionais e nos mercados das principais cidades. A iboga pode ser utilizada sozinha ou em combinação com outras plantas - uma parte desse conhecimento permanece secreto. Segundo depoimentos que colhi nos Camarões em 2001, ela é empregada no tratamento da depressão, da picada de cobra, da impotência masculina, da esterilidade feminina, da AIDS e também como estimulante e afrodisíaco. De acordo com as crenças locais, seria eficaz, ainda, sobre as doenças místicas, como é o caso da possessão.

(...) A literatura científica sobre o tema é controversa. Sabe-se que a ibogaína produz perda do equilíbrio corporal, tremores, aumento da temperatura corpórea, da pressão e da freqüência cardíaca. Estudos com ratos e primatas demonstraram que a ibogaína em quantidade de 100 mg/kg é neurotóxica (a dose utilizada no tratamento de Lotsof é normalmente de 25 mg/kg). Ela é diferente de outros medicamentos, na medida em que é a única substância conhecida que age diretamente sobre o suposto mecanismo da dependência no corpo humano. Entretanto, não se conhece ao certo seu grau de eficácia e não existe nenhum estudo científico que comprove que a ibogaína cure a dependência química; há apenas evidências anedóticas.

Os tratamentos com ibogaína não são autorizados nos Estados Unidos, Reino Unido, França ou Suíça. Mesmo assim, têm sido adotados clandestinamente. No Panamá, a instituição liderada por Lotsof cobra 15 mil dólares; na Itália, o custo é de 2.500 dólares, e, nos EUA, o tratamento varia entre 500 e 2.500 dólares. Em Israel, a iboga está sendo pesquisada para uso no tratamento da síndrome de pós-guerra que afeta os soldados. De acordo com o médico italiano Antonio Bianchi, a ibogaína age sobre uma enorme quantidade de receptores neuronais. Sua característica fundamental é sua ação sobre a NMDA (N-metil-D-aspartate). Esses receptores estão presentes, sobretudo, em duas áreas: o hipocampo, que controla a memória e as recordações, e a sensibilidade proprioceptiva, parte responsável pela sensação que temos do nosso corpo físico. Se esses receptores forem bloqueados, a pessoa construirá uma imagem do "eu" que não está relacionada com o eu físico, ou seja, sentir-se-á fora do corpo. Este seria o mecanismo neurofisiológico da viagem astral, o ponto de encontro entre as concepções religiosas e as científicas. Nessas condições, o homem tende a construir aquilo que é definido como uma bird-eye image, assumindo uma projeção de si mesmo a partir de uma posição do auto - experiência também recorrente nos relatos da ayahuasca.

Pesquisa brasileira está estudando a eficácia da planta no tratamento contra a dependência das drogas

A expectativa é que a substância entre no mercado como uma alternativa no tratamento contra as drogas em cerca de 5 anos. Assista à reportagem abaixo:



quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Que tal aproveitar a Primavera para fazer em casa um Jardim Aromático?

Kits Cultivar em Casa Temperos estão 
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Por: Rose Aielo Blanco


Alecrim

Diversas ervas aromáticas podem compôr um jardim útil e perfumado. Plantar ervas aromáticas podem trazer outros benefícios, além de aproveitar suas propriedades como temperos ou medicinais.

As ervas aromáticas oferecem as mais variadas formas e ainda produzem flores delicadas e bonitas. Muitas ervas aromáticas são de pequeno porte e tão fáceis de cultivar que podem ser plantadas até em pequenos vasos ou jardineiras, formando um belo conjunto ornamental.

Alecrim, alfavaca, camomila, cerefólio, melissa, erva-doce, hortelã, manjericão, sálvia ... são apenas alguns exemplos. Algumas ervas preferem crescer em local aberto e ensolarado, enquanto outras conseguem crescer bem até à meia-sombra. Por essa razão, é importante conhecer bem as exigências de cada uma delas.

Atenção ao solo...

Tanto no jardim como em vasos, o solo ideal para o plantio de ervas aromticas deve ser leve, fofo, poroso, bem drenado e arejado, para favorecer a circulação do ar e da água - essenciais para o bom desenvolvimento das plantas. A adição de areia e matéria orgânica à terra comum do jardim, torna-se essencial para garantir essas condições. Para o plantio em vasos e jardineiras, recomenda-se a seguinte mistura:

1/3 de terra comum 
1/3 de adubo orgânico bem curtido 
1/3 de areia grossa lavada

Antes de encher o vaso ou jardineira com esta mistura, coloque no fundo uma camada de cascalho para garantir a drenagem.

Mãos à Obra, ou melhor, ao Plantio...

Algumas ervas podem ser semeadas diretamente no local definitivo, outras devem ser semeadas em sementeiras, para a formação de mudas que serão transplantadas posteriormente. Na etapa do plantio, é importante escolher sementes de boa qualidade, com alto poder germinativo. Por essa razão, o ideal é adquirir as sementes em lojas especializadas.

Multiplicação...

Algumas ervas aromáticas podem ser multiplicadas por meio de estacas de caule ou divisão de touceira. Neste caso, observe sempre que a planta-mãe (da qual serão retiradas as estacas ou touceiras) deve ser sadia, robusta e livre de pragas ou doenças.

Olha a Regas! Cuidado para não errar!

Mudas de ervas aromáticas devem ser cuidadosamente regadas no início de seu desenvolvimento. De forma geral, deve-se evitar as regas escassas e as muito freqüentes. É prefer¡vel fazer regas fartas e esparsas, escolhendo o período da manhã ou o final da tarde para realizá-las. A drenagem é outro fator importante: terra encharcada pode ser fatal para as ervas.

Alimentando as plantinhas...

A adubação orgânica é a mais indicada para este tipo de cultivo. Bem curtido, o composto orgânico fornece os nutrientes necessários às plantas e ainda melhora as condiçõees gerais do solo. O composto orgânico deve ser incorporado à terra cerca de um mês antes do plantio. Já a adubação química (à base de nitrogênio, fósforo e potássio - NPK) pode ser uma boa opção como complemento e manutenção. Neste caso, recomenda-se observar as exigências de cada planta e aplicar o produto seguindo rigorosamente as orientações do fabricante

Xô pragas e doenças...

Em geral, as ervas aromáticas são muito resistentes ao ataque de pragas e doenças, sendo que algumas são até boas repelentes de insetos. Entretanto, certas medidas são fundamentais na prevenção destes problemas:

* Usar sementes ou mudas de boa procedência; 
* Obedecer às exigências das plantas, garantindo-lhes os tratos culturais adequados; 
* Observar as condições de luminosidade e umidade essenciais para o bom desenvolvimento das plantas.

Pequenos insetos podem ser combatidos com a tradicional calda de fumo e lagartas podem ser catadas manualmente, facilmente atraídas com cascas de chuchu ou abóbora espalhadas à noite pelo canteiro ou perto das jardineiras. A calda bordalesa pode ser aplicada como medida preventiva contra o ataque de doenças.

Manter as plantas livres de folhas ou galhos secos, eliminar plantas daninhas ou concorrentes e afofar a terra periodicamente são tratos culturais simples, mas necessários para o sucesso no cultivo de ervas aromáticas.

Plantas para um jardim aromático:

 Alecrim (Rosmarinus officinalis L.) - Planta pertencente à fam¡lia das Labiadas, muito fácil de ser cultivada em canteiros e vasos. O plantio por meio de sementes é muito demorado, por isso recomenda-se a multiplicação por mudas ou estacas de galho (medindo cerca de 15 a 20 cm). O alecrim se desenvolve bem em solos leves e bem drenados, mas o essencial para o seu desenvolvimento é receber sol direto em boa parte do dia. As regas devem ser escassas, sem encharcamento e, para garantir sua floração, recomenda-se abrigar a planta contra ventos fortes. A colheita dos ramos mais novos favorece a rebrota.
Dica para secagem: amarrar pequenos maços de alecrim e pendurar com ramos para baixo, em local sombreado e arejado.

Alfavaca ou Manjericão (Ocimum basilicum L.) - Também pertencente à família das Labiadas, é uma planta de odor agradável que produz ponteiros floridos e muito ornamentais. Seu cultivo é muito simples em canteiros, vasos e jardineiras porém, é essencial que a planta receba luz solar direta na maior parte do dia. A propagação pode ser feita por meio de sementes ou mudas com boas raízes. A mistura de solo ideal para o plantio é composta de 2/3 de terra comum e 1/3 de adubo orgânico. Quanto às regas, devem ser freqüentes sem, contudo, deixar a terra encharcada, pois o excesso de umidade irá favorecer a proliferação de fungos. 
Dica de secagem: a alfavaca costuma perder parte de seu aroma depois de seca. Quando a finalidade for a secagem, o ideal é colher os ramos duas a três semanas antes da floração, amarrar em pequenos maços e pendurar com as folhas para baixo em local arejado e com pouca luminosidade.

Camomila (Matricaria chamomilla L.): Planta da família das Compostas, produz flores pequenas e delicadas, responsáveis pelas propriedades medicinais e aromáticas. Seu cultivo é mais indicado em vasos ou jardineiras colocados em local onde recebam muito sol direto. O solo deve ser fofo, poroso e com boa drenagem, sem excesso de adubação. Sua propagação se dá por meio de sementes ou estacas de galho (neste caso, o melhor período é a primavera). Durante as regas, recomenda-se cuidado para não encharcar demais a terra junto às raízes. As flores para secagem devem ser colhidas antes de se abrirem por completo, em dia de sol e tempo seco. 
Dica para secagem: Colocar os galhos floridos estendidos sobre um tecido de trama larga e deixar à sombra, em local arejado e fresco.

Melissa (Melissa officinalis L.): Pertencente à família das Labiadas, a melissa apresenta propriedades aromáticas tanto nas sumidades floridas como nas folhas. Trata-se de uma planta perene cujas flores delicadas além de atraírem as abelhas ainda têm função ornamental. Seu plantio pode ser feito por meio de sementes, divisão de touceiras ou estaquia. A melissa necessita de muita luz solar, mas tolera bem locais parcialmente sombreados durante parte do dia. Solos profundos e ricos e matéria orgânica são os ideais para o seu cultivo. A colheita da melissa deve ser feita em dias secos. Como se trata de uma planta que possui tecidos frágeis, recomenda-se manipulá-la o menos possível. 
Dica de secagem: O processo de secagem pode ser o mesmo indicado para a camomila.

Hortelã (Mentha piperita L.): Outra representante da família das Labiadas. A hortelã apresenta aroma muito característico, resultado da concentração de sua essência - o mentol. O cultivo em jardins, vasos e jardineiras é muito simples e a propagação é feita por meio de mudas e estacas de galho, uma vez que a planta não produz sementes. A adubação do solo deve ser fraca, para que a planta não se desenvolva muito, prejudicando a concentração da essência. Outro cuidado: as mudas devem ser protegidas contra o excesso de sol, que pode queimar as folhas. Os ramos frescos de hortelã mantém seu aroma mais intenso, mas a planta pode ser submetida à secagem. 
Dica de secagem: Pendurar os galhos de hortelã com as folhas para baixo, em local sombreado, fresco e arejado.

Sálvia (Salvia officinalis L.): A sálvia também pertence à fam¡lia das Labiadas e é utilizada como erva aromática e medicinal há séculos. Existem variedades de sálvia com folhas largas e outras variedades com folhas estreitas, sendo que as de folhas largas são as mais aromáticas. As flores da sálvia, conforme a variedade, podem ser azuladas, violetas, rosadas ou brancas. A multiplicação se dá por meio de sementes ou estacas de galho. É possível melhores resultados no plantio em vasos do que em canteiros, quando o local é bem ensolarado. A planta adulta pede regas esparsas, sem encharcamento. A erva fresca mantém maior concentração do seu aroma. 
Dicas de secagem: Os ramos, floridos ou não, devem ser pendurados com as folhas para baixo, em local seco, arejado e à sombra. Para conservar os ramos secos, guardar em recipientes fechados.

Onde encontrar: Kits Cultivar em Casa Temperos estão à venda na Loja do Jardim - www.lojadojardim.com